sexta-feira, 1 de julho de 2011

Espírito de porco

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E não foi no Brasil!

Exploração e mais exploração

Como irão transportar isso tudo, se hoje as ferrovias já estão no limite?
Lá vai o Brasil, entregando ferro de graça para mundo, sem deixar rastro de compensação para o país.
Para quem ainda se diz pró-privatização, reparem que as empresas que estão participando do assalto ao nosso minério são privadas ou privatizadas.
Enquanto isso a PETROBRAS, força a nacionalização nas suas obras, dando lucro e sem perder competitividade. Vide http://parahdiario.blogspot.com/2011/07/exploracao-e-producao.html




Para conseguir uma siderurgica nacional (CSN), foi necessário mandarmos 25 mil homens para a II guerra. Hoje a empresa deixa de investir no aço para exportar minério, até mesmo os trilhos das ferrovias que vão carregar esse minério deixaram de ser feitos no Brasil.






Realces feitos por mim.

Os novos donos do minério

Fonte: Danielle Nogueira – O Globo

Com meta de autossuficiência, siderúrgicas investirão US$ 12 bi em mineração até 2015

A mudança no cenário internacional a partir da crise econômica global de 2008 está levando as siderúrgicas brasileiras a ampliarem seus investimentos em mineração. Com planos de autossuficiência na matéria-prima até 2015, empresas como Usiminas, Gerdau e AcelorMittal estão expandindo suas minas no Brasil. Mesmo a CSN, que já é autossuficiente, está reforçando investimentos na área. Juntas, as quatro vão destinar mais de US$ 12 bilhões nos próximos cinco anos à expansão da atividade mineradora. Por trás dessa estratégia estão esforços para cortar custos e buscar novas fontes de receita. O resultado é uma curiosa disputa concorrencial com a Vale, tradicional fornecedora de minério de ferro no país.

Essa inversão de papéis na cadeia produtiva do aço começou como um movimento defensivo. Com a crise de 2008, tanto os preços do minério de ferro como os de produtos siderúrgicos caíram no ano seguinte e se recuperaram em seguida, mas os ritmos de queda e de alta foram bem diferentes. Enquanto o preço médio da tonelada de minério de ferro exportada pelo Brasil caiu 15% em 2009, o preço médio da tonelada de laminados (tipo de produto siderúrgico) exportada despencou 38%. Em 2010, a discrepância se repetiu. As exportações de minério atingiram recorde, com salto de 86,7% no preço médio da tonelada. O preço médio da tonelada de laminados avançou apenas 13,7%.

Mas o que explica patamares tão diferentes de reajustes de itens da mesma cadeia produtiva? No caso do minério, a resposta vem da China, que mantém seu apetite voraz pela matéria-prima. No caso do aço, a retração das economias europeia e americana, após a crise de 2008, levou à redução no consumo de produtos siderúrgicos. O resultado foi uma sobreoferta que deve se manter até pelo menos 2012, diz a World Steel Association. Projeções da organização indicam capacidade ociosa para este ano de 532 milhões de toneladas de aço, ou 18 vezes o volume que o Brasil deve consumir em 2011.

- Além das mudanças internacionais, houve alterações estruturais no Brasil. Há até alguns anos, havia disputa de preços entre as mineradoras no país. Mas a Vale foi comprando uma a uma (casos de Samitri, Ferteco, MBR entre outras), reduzindo o poder de fogo das siderúrgicas – lembra o presidente-executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello.

CSN: minério já rende mais do que o aço

Como o minério - junto ao carvão – representa cerca de 50% do custo do aço, as siderúrgicas se viram contra a parede e buscaram fornecimento próprio. A Usiminas foi às compras em 2008 e arrematou uma mina em Serra Azul (MG). Em 2010, atraiu um parceiro internacional, a japonesa Sumitomo, e criou a Mineração Usiminas. Hoje, a capacidade de produção da empresa é de sete milhões de toneladas, ou 40% de sua necessidade. A meta para 2015, quando pretende chegar à autossuficiência, é de 29 milhões de toneladas, o que demandará US$ 4 bilhões.

O presidente da Usiminas, Wilson Brumer, ressalta, porém, que a autossuficiência será econômica. Por questões logísticas, parte da demanda continuará a ser suprida pela Vale. Ainda assim, a MineraçãoUsiminas deve “roubar” mercado de sua fornecedora, pois venderá o excedente.
- Pretendemos vender o minério a preços de mercado
– diz Brumer. Gerdau e ArcelorMittal estão no mesmo caminho. A primeira pretende atingir a autossuficiência em 2012, quando deverá produzir sete milhões de toneladas de minério de ferro. O insumo vai abastecer a unidade Aço Minas, única do grupo que consome minério - as demais usam sucata. A Gerdau não revela investimentos, mas informa que este ano 75% do minério que vai alimentar os altos-fornos da Aço Minas serão de produção própria. O grupo Arcelor, por sua vez, pretende chegar em 2015 com 75% de sua demanda global atendida por produção própria ou contratos estratégicos de fornecimento. Para isso, está investindo no Brasil US$ 75 milhões em projetos de mineração até 2012.

- Vejo a estratégia da Gerdau e da Arcelor como uma busca para redução de custos. As empresas que têm mais chances de tornar a mineração um negócio rentável são Usiminas e CSN – avalia Pedro Galdi, da corretora SLW.

Para a CSN, a rentabilidade dos negócios já aparece no balanço financeiro. No primeiro trimestre de 2011, o lucro bruto do segmento de mineração (R$ 774 milhões) superou o da siderurgia (R$ 670 milhões). A empresa diz que seu principal negócio continua a ser o aço, mas prepara investimentos robustos para ampliar a atividade mineradora: serão R$ 13 bilhões (cerca de US$ 8 bilhões) entre 2011 e 2015, para elevar a produção de 26 milhões de toneladas de minério de ferro para 89 milhões de toneladas. O salto tornará o duelo com a Vale inevitável. Hoje, 75% das vendas totais de minério da CSN são para terceiros.

Para acelerar os investimentos, a empresa pretende abrir o capital de da mina Casa de Pedra (MG) e da Namisa, empresa criada em 2007 e que reúne os demais ativos de mineração do grupo. ”Essa abertura (de capital) seria importante para capturar o bom momento da mineração”, diz a siderúrgica. Procurada, a Vale não comentou o movimento das siderúrgicas.

Dinheiro vem até do Cazaquistão

Ilhéus, Caetité e Brumadinho estão no alvo dos investidores

Com a entrada de siderúrgicas na mineração e a chegada de novatas, como a Ferrous – controlada por fundos estrangeiros – e a ENRC, do Cazaquistão, cidades mineiras e baianas estão vivendo um novo ciclo de expansão econômica. Na região de Serra Azul, província mineral do Quadrilátero Ferrífero (MG) onde a Vale ainda não pôs os pés, duas cidades despontam na nova corrida pelo minério de ferro: Brumadinho e Itatiaiuçu. Na Bahia, Ilhéus e Caetité são as apostas.

Elas fazem parte de um novo ciclo da mineração, que deve atrair US$ 68 bilhões em investimentos entre 2011 e 2015, um recorde para o setor, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Dois terços desse total vão para projetos de minério de ferro, carro-chefe do segmento no Brasil.

A cidade de Brumadinho abriga projetos da Ferrous e também da MMX, braço do grupo EBX, de Eike Batista, para mineração. No caso da Ferrous, serão mais de US$ 3 bilhões na fase inicial do projeto, que compreende ainda uma mina em Congonhas (MG), um mineroduto e um porto no litoral capixaba. A MMX vai destinar R$ 3,5 bilhões na expansão de suas minas na região até 2016. Em Itatiaiuçu, estão as siderúrgicas Usiminas e Arcelor Mittal.

A Bahia, por sua vez, foi escolhida pela ENRC para iniciar suas atividades no Brasil. A empresa comprou a Bahia Mineração em 2008 e toca projetos em Caetité, atém então conhecida por suas reservas de urânio, e em Ilhéus. (D.N.)

Com usinas, Vale quer retomar mercado interno

RIO e SÃO PAULO. Embora a Vale não comente oficialmente a estratégia de suas potenciais concorrentes, a visão da nova gestão da mineradora é a de que será preciso compensar a perda do mercado interno. Em 2010, 10,8% das vendas de minério de ferro e pelotas tiveram o Brasil como destino. Em 2005, era quase o dobro: 18,1%. A redução deveu-se mais à demanda chinesa que à retração no consumo interno. AVale não quer, porém, ficar a mercê de conjunturas internacionais e vê na retomada da indústria naval, no pré-sal e nos Jogos de 2016 a chance de ampliar vendas domésticas. O tema foi debatido em reunião entre o novo presidente da empresa, Murilo Ferreira, e a presidente Dilma Rousseff este mês.

No seu objetivo de criar um mercado cativo para o minério no Brasil, a Vale busca ser minoritária nas siderúrgicas, como na ThyssenKruppCSA, no Rio. Além desta, a mineradora tem mais três projetos de usinas: um no Ceará, no qual terá como sócias sul-coreanas, um no Espírito Santo e um no Pará, que serão submetidos ao Conselho de Administração. Os quatro somam US$ 21 bilhões.

Declarações à imprensa de Ferreira ontem sobre seu entusiasmo com os projetos fizeram as ações ON da Vale recuarem 0,74%, para R$ 48,52. A Vale PNA caiu 0,14%, para R$ 44,04. E as ações preferenciais da Bradespar (controladora da Vale) foram a maior queda do Ibovespa, de 1,74%, para R$ 38,32.
Em evento em São Paulo ontem, Ferreira disse que o preço do minério só deve ter novo ciclo de alta em 2012, com a retomada do crescimento chinês. Quanto a estratégia da Vale na siderurgia, o executivo só não consegue responder a uma pergunta. As novas usinas que pretende desenvolver no país comprariam seu minério, mas venderiam aço para quem num cenário de sobre oferta mundial?

(Danielle Nogueira e Lucianne Carneiro).

Classe É Classe....

Na França....





Reino Unido....



Estados Unidos....


Espanha.....



Suécia....


E é claro, que tem o Brasil né:


Exploração(?) e Produção

Aparentemente mais uma notícia aleatória, porém importante.

A nova plataforma irá extrair óleo pesado (marlim) para ser processado nas novas refinarias brasileiras (COMPERJ- Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro e ReAL- Refinaria Abreu e Lima ou do Nordeste, RNEST).

É um passo importante, para quem não sabe as refinarias existentes foram construída com tecnologia importada para refinar óleo leve, e tiveram que ser adaptadas para absorver óleo pesado nacional, ainda misturado ao óleo leve.

Hoje ainda importamos óleo leve para misturar ao óleo nacional. Conseguir refinar isso gera uma situação bizarra, a PETROBRAS vende óleo pesado a baixo custo e compra óleo leve caro.

As novas refinarias vão refinar óleo 100% pesado, daí a necessidade de produzir mais.

Só espero que as pressões internacionais não interropam os programas de refino, pois daí apenas estaríamos vendendo mais  óleo barato.


P-56, um investimento de US$ 1,5 bilhão, deixa Angra dos Reis e vai para Bacia de Campos

Com capacidade para processar 100 mil barris de petróleo e comprimir 6 milhões de m³ de gás por dia, plataforma vai operar no campo de Marlim Sul

A plataforma P-56 deixou na quarta-feira (29/06) a Enseada do Bananal, na Baía da Ilha Grande, em Angra dos Reis, rumo à locação no Campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos (RJ). A previsão de chegada é a próxima terça-feira (05/07) e o início da produção está previsto para agosto. A P-56 é um investimento de aproximadamente US$ 1,5 bilhão e sua construção gerou 4 mil empregos diretos e 12 mil indiretos no país. A unidade foi liberada para o campo após uma série de testes.
A P-56 foi batizada pela deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) no último dia 6, no estaleiro Brasfels, em Angra dos Reis (RJ), em cerimônia com a presença da presidenta da República, Dilma Rousseff. Será a quinta plataforma na região de Marlim Sul. Do tipo semissubmersível, ficará ancorada em área com profundidade de 1.670 metros, interligada a 21 poços, dos quais 10 serão produtores de petróleo e 11 injetores de água. Idêntica à plataforma P-51, a nova unidade de produção integra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e é considerada um marco na indústria naval brasileira, uma vez que consolida a capacidade do país de construir plataformas desse porte em seu território.
A construção da P-56 alcançou o conteúdo nacional de 72,9% relativo ao topside (módulos integrados), e teve seu casco totalmente construído no Brasil, demonstrando o fortalecimento da indústria local a partir das encomendas da Petrobras.
O contrato de construção da plataforma foi assinado em outubro de 2007 entre a Petrobras e o FSTP, consórcio integrado pelas empresas Keppel FELS e Technip. Construída de forma modular, a P-56 é composta pelo deckbox (base do convés), casco e módulos.  A empresa Kepppel FELS construiu, no estaleiro BrasFELS, os quatro módulos de processos e de utilidades. Já os dois módulos de geração foram feitos pela Rolls Royce, em parceria com a UTC Engenharia, no canteiro desta empresa, em Niterói. A Nuovo Pignone (General Eletric) fez os dois módulos de compressão no canteiro Porto Novo Rio, no Rio de Janeiro (RJ).  O deckbox também foi construído no BrasFELS, onde foi feita a integração dos módulos.


O casco da nova plataforma é 100% brasileiro. Construído no estaleiro BrasFELS, resultou da união dos blocos de aço fabricados pelo estaleiro e pela Nuclep, em Itaguaí. A união do casco com o topside, processo chamado de deck mating, uma das atividades mais complexas, ocorreu sem qualquer imprevisto, em outubro de 2010.


Dados da P-56


Localização: Campo de Marlim Sul, a 120 km da costa;
Produção de petróleo: 100 mil barris de petróleo por dia;
Compressão de gás: 6 milhões de m3 por dia;
Geração elétrica: 100 MW;
Profundidade de ancoragem: 1.670 m;
Comprimento: 125 m, largura 110 m e altura 137m;
Acomodações: 200 pessoas;
Peso Total: 54.658 ton;
Poços produtores: 10;
Poços injetores:11;
Risers: 79;
Escoamento de petróleo: oleoduto p/ P-38 (aprox. 20 km);
Escoamento de gás natural: gasoduto p/ P-51 (aprox.15 km).

fonte, PETROBRAS.


Só para encerrar, a PETROBRAS pretende construir plataformas em série utilizando estaleiros no Brasil inteiro, mas principalmente os localizados nos portos do Rio de Janeiro e Angra dos Reis.
Estas construções demandarão enorme movimentação de matéria prima pesada, principalmente aço.
Com esse desafio logístico, fica cada vez mais claro a viabilidade dos Portos de Angra, Niterói e Rio.
A nossa produção de aço, para o pólo  naval do RJ, é escoada atrvés de caminhões em volume considerável, oque nem de longe é desejável.
Os modais adequados para cargas pesadas são o hidroviário e o ferroviário.
A excessão de CSA ( que não tem condições de operar com segurança), as siderúrgicas estão em Minas Gerais e no sul do Estado do Rio de Janeiro, descartando o uso de hidrovias.
As ferrovias de ligação através da serra do mar são:

1-FCA ramal de Angra á Barra Mansa
2-MRS logística, linha do minério (V.redonda-guedes costa-guaíba)
3-FCA,  linha auxiliar (Três Rios - Japerí - R.de janeiro)
4- FCA, linha do litoral (Ponte-nova - Campos - Rio de janeiro).
5- MRS linha auxiliar (V.redonda-Guedes Costa - Rio de Janeiro)

A CSA não possui ligação ferroviária direta com Angra, mas pode fazê-lo com o porto do Rio.

Para as demais siderúrgicas:

As linhas da MRS logística no trecho V.redonda -Guedes Costa(vulgo Km 64) estão saturadas com a exportação de minério, e devem ficar ainda mais saturadas pois com a forma que está sendo conduzido o projeto do TAV (trem-bala) RJ-SP, provavelmente se acrescentará trens de passageiros convencionais nas linhas da companhia para atender a demanda dos deslocamentos na Copa do Mundo e Olímpiadas.


TODAS as linhas da FCA listadas estão desativadas mas a linha para angra parece estar sendo reaberta Veja.
A rota para Campos deve ser reaberta senão pela FCA pela LLX, para atender o porto de açu que está sendo contruído no Norte do estado e ao COMPERJ em Itaboraí.

As linhas da FCA TEM QUE SER REATIVADAS! Se empresa não o fizer que o governo tome as linhas e o faça, ou repasse a quem faça.

A  oportunidade não pode ser perdida, não há mais a desculpa de falta de viabilidade econômica para estas ferrovias.
De nada adiantará novas plataformas de petróleo se não for deixado para o povo uma compensação como recuperação das ferrovias, ao invés de deixar estradas degradas e mortes no trânsito.

O que realmente mudou?

Documento especial de 1990, sobre o surfe ferroviário. Várias imagens sobre a miséria que é o subúrbio do rio fde janeiro, hoje são poucos os surfistas, mas o que mudou realmente?